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Algo sobre como escolher um equipamento e homologações

Publicado por em 09/01/2016 às 16h22

Algum sobre homologações de parapentes:

 

O mínimo que você deve saber antes de comprar um parapente!

Hoje em dia com a facilidade de internet, está cada vez mais simples comprar um parapente sem sair de casa....mas será que isso é tão simples assim?

Obviamente se você já é uma águia experiente sabe da maioria dos problemas de uma compra errada. Ainda mais se levarmos em conta a internet e sites de compras e vendas onde o comprador não tem muita chance e no mínimo uma bela dor de cabeça.

Para você que está começando no esporte a melhor dica é: Não compre nada antes de iniciar as suas aulas! Pode parecer estranho, mas muita gente compra um parapente sem a menor noção do que está comprando e acreditando na conversa de um vendedor inescrupuloso, acaba pondo sua vida em risco, além de perder dinheiro.

Vão existir aqueles instrutores que só pensam em lucrar e vão tentar te empurrar um equipamento na primeira oportunidade. Prefira as escolas onde o instrutor prestará uma excelente consultoria, isso por que além do interesse comercial em fidelizar o aluno, o instrutor e você passaram por uma série de atividades e uma convivência juntos e por conta disto o instrutor conseguirá auxiliá-lo na escolha do melhor equipamento para seu tipo de piloto.

Mas para você não ser pego de surpresa vão algumas dicas:

  1. Parapente tem homologações, veja mais abaixo; e atualmente os novatos devem iniciar em um nível de parapente EN-A ou EN-B (Low)
  2. Parapentes tem vida útil, seu tecido, linhas, costuras e ferragens deterioram com o tempo e com o uso. Muita atenção, pois as vezes o tecido está limpo e bonito, mas totalmente estragado ou as linhas afrouxaram ou encolheram e você não vai querer descobrir isso da pior maneira possível, em voo. A melhor forma de se prevenir e comprando equipamentos novos ou usados com procedência e laudo de empresas responsáveis (sempre temos parceiros confiáveis para esse serviço, veja no site).
  3. Parapentes tem tamanhos, cada tamanho de parapente corresponde com a carga de voo. Voar num parapente grande ou pequeno para seu peso pode ser tão perigoso quanto se embriagar e dirigir.
  4. As linhas do parapente, são as responsáveis por basicamente duas coisas, conformação do perfil do tecido e suporte estrutural. E com o tempo essas linhas de acordo com suas propriedades podem aumentar de tamanho ou diminuir de tamanho, conforme sua carga e utilização do equipamento, mudanças de 1 a 3 centímetros já são suficientes para comprometer todo equipamento e a sua segurança. Também danos estruturais causados pela abrasão em pedras e terrenos rochosos, maresias, calor excessivo ou umidade podem danificar o material sem que percebamos. Isso só se consegue após um check em oficina confiável.

Isso é só uma parte ainda temos as costuras, alças, mosquetões, seletes, reservas, capacetes e rádios. Todos equipamentos obrigatórios de segurança exigidos para a prática segura do esporte.

No caso de seletes o ideal é verificar estado geral de conservação, com especial atenção para costuras e ferragens.

O paraquedas reserva, que sempre digo que deveria se chamar última chance...pois é exatamente isso que ele é. A sua última chance se um colapso se transformou numa sequencia de acontecimentos que você não consegue mais recuperar. Assim como o seguro de vida ou do carro, está lá para não usarmos… mas quando precisarmos ele está ali pronto para funcionar… e você vai querer negligenciar ou economizar justamente nesse item???

O reserva tem uma vida útil em média de 8 anos, que devem descartados após isso! E devem ser abertos e ventilados e redobrados a cada 6 meses. A estática, areia, umidade, os elásticos internos (estes principalmente se ressacam e grudam nas linhas impedindo sua abertura) são fatores de risco e podem retardar ou mesmo impedir a abertura do equipamento que salvará sua vida! Consulte sempre o manual do fabricante de seu equipamento.

Além disso o reserva também tem tamanhos específicos para o cada peso de conjunto (piloto+equipamento), além disso um agravante, diferenças de valores conforme o tamanho do equipamento. Fique atento com o que está comprando e recebendo, evite adquirir conjuntos todos prontos, confira sempre as etiquetas e prazos de dobragem. Uma boa dica, na compra de usados, prefira recebe-lo aberto, só assim você terá certeza do estado e dos prazos de dobragem.

Capacetes, eu normalmente indico aos iniciantes os fechados com queixeira, isso evite acidentes com os rostinhos e maxilares lindos de nossos alunos e amigos, além de ficar melhor a instalação da fonia (sistema de comunicação que promove conforto e segurança ao piloto). Em média os capacetes têm validade de 5 anos, veja o manual do seu equipamento, ou quando sofreu alguma queda ou impacto substancial.

Quanto aos rádios, os mais modernos e melhores são de bateria de lítio evitando o efeito memoria, adquira rádios com pessoas de confiança e referência, pois só assim poderá contar com a boa procedência e originalidade do equipamento. Via de regra, manter o rádio limpo, longe de locais úmidos ou quentes demais, não o guardar com a bateria conectado, não guarda-lo por longo período mais de 8 dias com a bateria com alguma carga.

 

Um pouco mais sobre homologações de parapentes.

Fuja com todas as suas forças de pessoas e instrutores que disserem que um equipamento EN-B é melhor por que sua performance é mais eficiente do que um EN-A.

O que essa homologação certifica?

Basicamente duas coisas: estrutura e resposta a colapso

Estruturalmente o órgão homologador checará pontos de ruptura de linhas, tecidos costuras etc., tudo isso afim de verificar a confiabilidade e principalmente a que nível de piloto se destina aquele modelo e tamanho de parapente. Modelo e tamanho, pois não é raro dentro de um modelo ter duas homologações diferente de acordo com o tamanho.

Quanto certificação propriamente dita o equipamento é homologado de acordo com a resposta em testes que o parapente apresentará em várias manobras em voo.

São 23 testes onde o equipamento é exigido e anotado. São testados os equipamentos de todos os tamanhos e cada tamanho e testado 2 vezes um piloto na faixa mais pesada e outro mais leve, mas dentro dos limites especificados pelo fabricante. Os testes vão desde o comportamento do equipamento na decolagem, entradas e saídas de orelhas, espirais entre outras.

Com isso o órgão pode certificar a que nível de piloto aquele modelo e tamanho se destina. Independente de fabricantes projetos ou materiais utilizados.

Percebam que com isso uma vela homologada EN-B poderá ter mais performance do que uma vela EN-C, mas com certeza será uma vela mais segura e confiável do que a homologação maior.

Independentemente de sua escola, ou local de voo, qualquer dúvida estou à disposição, só enviar sua dúvida para: contato@enjoyit.esp.br

Órgãos homologadores:

-           DHV (Alemanha) – Deutscherer Hängegleiterverband E.V.

-           Air Torqoise (Suíça)

-           Air Academy (Alemanha)

-           Aerotest (França)

CEN – European Comite for Standartization

 (Comitê Europeu de Normatização)

 

 

Veja o que diz o site do DHV ( http://www.dhv.de/web/en/testing/dhv-classification-of-paragliders/ )

Classificação DHV de paragliders

O sistema de classificação dá uma escala para o nível de habilidades de piloto exigidos para uma operação segura.

A classificação é obtida através de voos de teste, como parte do procedimento do tipo teste DHV. Estes testes são feitos para fornecer informações de segurança pertinentes, mas certamente não para medir o desempenho.

A classificação geral de um paraglider é encontrado tomando a classificação mais elevada (por exemplo, mais exigente) obtido em qualquer categoria voo de teste único.

A classificação de um paraglider pode conter um sufixo que denota a limitação a uma determinada classe de chicotes para ser usado com este paraglider.

 

Classificação

Adição  

Descrição

 1

 

Paragliders com características simples e muito indulgente voar.

 1-2

 

Paragliders com características de voo bem-humorada.

 2

 

Paragliders com exigentes características de voo e reações potencialmente dinâmicos à turbulência e erros piloto. Recomendado para os pilotos que voam regularmente.

 2-3

 

Paragliders com muito exigentes características de voo e reações potencialmente violentas à turbulência e erros piloto. Recomendado para pilotos experientes e voam regularmente.

 3

 

Paragliders com muito exigentes características de voo e reações potencialmente muito violentos à turbulência e erros-piloto, pouca margem para erros piloto. Para os pilotos experientes.

 

 G

Somente os tipos listados explicitamente de arreios

 

 GH

"H" arreios -braced - qualquer arnês grupo GH podem ser utilizados com essa paraglider (= quase todos os arreios modernos DHV certificadas)

 

 GX

Arreios-apoiados Cruz - qualquer arnês grupo GX pode ser usado com o paraglider

 

 Biplace

Certificado para operação biplace

 

 Y

Tipo de cinto de pendurar (por razões históricas)

 

 S

Arnês especial

 

O desempenho de hoje de paragliders classe 1 e 1-2 São muito parecidos com o desempenho de paragliders mais exigentes. Como as suas características de boa índole aéreas dar um alto nível de segurança ativa e passiva, eles são recomendados para quem não voam regularmente ou cuja motivação para voar é divertido, em vez de ambição.

Por outro lado, parapentes de classe 2, que eram anteriormente usados ​​no treinamento, devido à sua maior velocidade potencial hoje exigem um piloto que voa ativamente quem sabe como se recuperar de situações anormais aéreas.

O piloto mais experiente do curso vai gostar de suas características de manipulação e sua alta taxa de segurança ativa, que é combinada com um nível de desempenho igual à que de asas de competição de alto desempenho apenas um par de anos atrás.

Ao visualizar relatórios de testes que você deve ter em mente que os voos de teste são percorridos e avaliados de uma forma bem-padronizado, pois esta é a única maneira de alcançar resultados de testes reproduzíveis. Isto dá-lhe uma escala objetivo comparar paragliders, mas qualquer declaração sobre características em voo aplica-se em precisão absoluta apenas para manobras executadas de forma padronizada em condições de ensaio perfeito.

Quaisquer observações relevantes de segurança do piloto de teste que não são abrangidos pela avaliação voo de teste padronizado é citado sob "observações adicionais" de segurança de voo no final do relatório de ensaio.

 

 

Agora veja como é o padrão atual EN:

Descrição das classes de parapente

Aula 

Descrição das características de voo

Descrição das habilidades piloto necessário

 A

Paragliders com segurança passiva máxima e características de voo extremamente indulgente. Paraglideres com boa resistência a partidas de voo normal.

Projetado para todos os pilotos, incluindo os pilotos com menos de todos os níveis de formação.

 B

Paragliders com boa segurança passiva e características de voo de perdão. Paraglideres com alguma resistência às partidas do voo normal.

Projetado para todos os pilotos, incluindo os pilotos com menos de todos os níveis de formação.

 C

Paragliders com segurança passiva moderada e com reações potencialmente dinâmicos a turbulência e erros piloto. Recuperação de voo normal pode exigir entrada piloto precisa.

Projetado para pilotos familiarizados com técnicas de recuperação, que voam "ativamente" e regularmente, e compreender as implicações de um paraglider voando com reduzida segurança passiva.

 D

Paragliders com exigentes características de voo e reações potencialmente violentas à turbulência e erros piloto. Recuperação de voo normal requer entrada piloto precisa.

Projetado para pilotos bem praticados em técnicas de recuperação, que voam de forma muito ativa, têm experiência significativa de voar em condições de turbulência, e que aceitam as implicações de tal voando de asa.

 

O que é avaliado:

  • Recepção
  • Voo de teste
  • Resultado
  • Paraglider controle
  • Teste de carga
  • Final

 

Recepção: Nós recebemos um novo paraglider do fabricante. Temos certeza de que temos o tamanho e o peso faixa direita. Fabricante deve marcar o paraglider e as linhas de freio antes de enviá-lo para nós. Se não, temos de marcar o paraglider 50% e 75% da envergadura e 30% do cordão. Estas marcas nos ajudar a fazer os colapsos assimétricos e frontais corretos. Nós marcamos também a gama de freio; 0 ponto, ponto de stall e depois 25%, 50%, 75% da gama de freio. Nós também devemos receber todos os arquivos técnicas relativas ao paraglider.

Voo de teste; EN926-2:
O piloto de teste está pronto para testar o paraglider em voo livre. As seguintes manobras precisam ser feitas: 
1. Inflação / Take-off   de vídeo 
2. Aterragem   de vídeo 
3. Velocidade em voo direto   de vídeo 
4. Controle de movimento   de vídeo 
5. Estabilidade arremesso sair acelerado voo   de vídeo 
6. Estabilidade cabeceio acionando mandos em voo acelerado   vídeo 
7. Rolar estabilidade e amortecimento   de vídeo 
8. Estabilidade em espirais suaves   vídeo 
9. Comportamento em abruptamente bancados transformar   vídeo 
10. Frente Simétrica colapso   de vídeo 
11. Saída de perda profunda (parachutagem)   vídeo 
12. Saída de angulo de ataque   de vídeo 
13. A recuperação de uma perda total desenvolvido   vídeo 
14. Fecho assimétrico   vídeo 
15. Controlo de direção com fecho assimétrico mantido   vídeo 
16. Rotação velocidade guarnição tendência   de vídeo 
17. Baixa velocidade de rotação tendência   de vídeo 
18. Recuperação de autorrotação   vídeo 
19. B-line tenda   de vídeo 
20. Orelhas grandes   de vídeo 
21. Orelhas grandes em voo acelerado   de vídeo 
22. Comportamento a saída de espiral   de vídeo 
23. Meios alternativos de controle direcional   de vídeo 
24. Outro procedimento e / ou configuração descrito no manual de usuários   de vídeo


Cada manobra é feita pelo menos duas vezes pelo piloto de testes, para certificar-se de encontrar o mesmo e correto comportamento do paraglider. As manobras devem ser feitas em certo ângulo em frente da câmara. Isso é feito por procedimento mínimo e máximo de peso. Em média precisamos de três voos por procedimento. As manobras estão documentadas pelos comentários de voz e vídeo de piloto de testes durante o voo.

Resultados:
Após o teste de voo o piloto escrever o relatório de teste de voo. Se o piloto de testes não tem certeza sobre o resultado, temos que verificar o vídeo do voo registrado. Se ainda não tem certeza sobre o resultado, temos que reiniciar o voo e talvez com diferente ângulo da câmera.


Controlar o paraglider: O paraglider é verificada e as linhas são medidos se for correspondente ao manual do usuário   vídeo


Teste de carga EN926-1: O paraglider também precisa passar por teste de carga sustentada, teste de choque e teste de flexão para a linha.  
Teste de choque: Realizar o teste usando um elo fraco para limitar as cargas para uma força máxima 
sustentado ensaio de carga: A paraglider está ligado a um veículo de teste e voou enquanto cargas são medidos. Diagrama de carga que você vai encontrar nesta página em "todos os relatórios". 
Dobrando teste: As linhas passam por 5000 bendings antes que quebrou a linha. Medimos a carga quando a linha está quebrada. Em seguida, fazemos um cálculo para força das linhas.  Vídeo

 

Final: Nós damos o paraglider um número de certificação, a edição do vídeo, escrever e publicar relatórios. O vídeo é fabricantes de propriedade e não podemos publicá-lo.

Aqui você pode ver uma explicação de RELATÓRIO voo de teste e ETIQUETA.  

Se você ainda tiver alguma dúvida em relação PT certificação, sinta-se livre para nos enviar um e-mail. Use em contato conosco no menu.

 

Veja mais em: http://www.para-test.com/index.php?option=com_content&task=view&id=125&Itemid=40

 

 

Tags: homologação, paraglider, parapente, voo livre

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